Grupo Zabalê

"Música Brasileira arranjada a Quatro Vozes"


*** Agenda JANEIRO: 11 - Rota 42 (Celso e Tiago); 12 - Barril da Máfia; 18 - Rudá Bar; 19 - Barril da Máfia; 20 - Festa do Figo (Valinhos); 21 - Rota 42; 22 - Rudá Bar; 25 - Fnac Shop. D. Pedro; 26 - Barril da Máfia ***

..:: O Grupo Zabalê deseja a todos um ótimo fim de 2005 e um melhor ainda início de 2006, com muita música! E com muitas novidades! ::..


Frisson = Arrepio. Foi de arrepiar...

   Se pudéssemos, descreveríamos melhor. Mas não há como.

   Foi de arrepiar o show com Tunai! De cara, uma empatia nos fez sentarmos juntos à mesa, trocarmos impressões e afinidades musicais. Depois de mínimos ajustes, eis que as imagens mais uma vez retrataram bem o momento:

  

Um encontro bem musical... com direito a parceria em "Frisson", sucesso do Tunai.

  

Casa cheia (sempre de bom gosto), com direito a aniversário. Feliz a Meire (da direita) aniversariar justo na noite do encontro musical! Beijos pra Mei & Rê, colegas e promoters, que também registraram o evento!

Agora é arregaçarmos as mangas para um 2005 com muito mais Zabalê em grande estilo para vocês, amantes da boa música brasileira!

E, mais uma vez, nossos agradecimentos ao Paulo Henrique, do Tonico's, que mais uma vez nos abriu as portas e foi muito importante para esta noite, que ficará nas nossas lembranças!



Arranjado por Zabalê. às 17h40
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Samba, hoje é seu dia!

A história do samba

Saiba mais sobre o gênero que se transformou em identidade nacional e sofreu influências de diversos ritmos

 

GRAZIELA SALOMÃO (www.revistaepoca.com.br)

 

O samba tem origem afro-baiana. Nasceu da influência de ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu inúmeras transformações de caráter social, econômico e musical até atingir as características conhecidas hoje.

O gênero, descendente do lundu (canto e dança populares no Brasil do século XVIII), começou como dança de roda originada em Angola e trazida pelos escravos, principalmente para a região da Bahia. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do círculo.

Com a transferência, no meio do século XIX, da mão-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Paraíba e, logo após, o declínio da produção de café e a abolição da escravatura, os negros deslocaram-se em direção a capital do país, Rio de Janeiro.

Instalados nos bairros cariocas de Gamboa e Saúde, eles dariam início à divulgação dos ritmos africanos na Corte. Eram nas casas das tias baianas, como Amélia, Ciata e Prisciliana, que aconteciam as festas de terreiro, as umbigadas e as marcações de capoeira ao som de batuques e pandeiros. Essas manifestações culturais propiciariam, conseqüentemente, a incorporação de características de outros gêneros cultivados na cidade, como a polca, o maxixe e o xote. O samba carioca urbano ganha a cara e os ritmos conhecidos.

Em 1917 foi gravado em disco o primeiro samba chamado ''Pelo Telefone''. A música, de autoria reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos), geraria polêmica uma vez que, naquele tempo, a composição era feita em conjunto. Essa canção, por exemplo, foi criada numa roda de partido alto (pessoas que partilhavam dos antigos conhecimentos do samba e designava música de alta qualidade), do qual também participaram Mauro de Almeida e Sinhô (José Barbosa da Silva), que se auto-intitulou ''o rei do samba''.

 

As transformações do samba

O gênero que conquistou o título de identidade do Brasil dentro do país e no exterior, também cativou muitos adeptos no cenário artístico. Cada um deles deu sua contribuição ao estilo, surgindo diferente ramificações do tradicional samba.

O baiano Dorival Caymmi emprestou um pouco do seu refinamento às canções enquanto o também conterrâneo Batatinha incorporaria seu sotaque regional a enredos tristes. O paulistano Adoniran Barbosa encheria suas músicas com seu humor sarcástico enquanto o gaúcho Lupicínio Rodrigues, influenciado pelo bolero, trataria de temas sentimentais em suas composições. O samba ganharia, em cada região e com cada intérprete ou compositor, uma característica particular.

A influência cultural americana, logo após a Segunda Grande Guerra, também repercutiria no gênero. Com um modo diferente de dividir o fraseado do samba e inspirados no impressionismo do jazz e do erudito, surgiria através de João Gilberto e Tom Jobim a bossa nova nos anos 50. O novo estilo ganharia repercussão internacional. Dissidências internas desse grupo ainda propiciariam o surgimento dos afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Uma corrente mais popular faria ressurgir o samba tradicional do morro no final da década de 60 nas vozes de Cartola, Nelson Cavaquinho e, mais adiante, Candeia, Chico Buarque de Holanda e Paulinho da Viola. Este mesclou o estilo ao choro e se transformaria em um ícone do samba tradicional para a corrente mais vanguardista até hoje.

Nos anos 70, três divas do samba lançariam seus nomes na história do gênero: Alcione, Beth Carvalho e Clara Nunes. Os anos 80 destacariam o movimento do pagode, com um ritmo pontuado pelo banjo e pela percussão do tantan, com nomes como Zeca Pagodinho e o grupo Fundo de Quintal. O samba-pop da década de 90 também se auto-intularia pagode e produziria grupos em grande escala não muito próximos do samba de raiz.

No final da década de 90, o antigo samba seria revalorizado com nomes de grandes artistas do gênero como Nelson Sargento, Wilson das Neves e as Velhas Guardas da Portela e da Mangueira.



Arranjado por Zabalê. às 04h06
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